Você gosta de cidades históricas e curte praia urbana? Visite Pernambuco

Pode ser que você não tenha ido ultimamente ao Recife — mas é certo que ultimamente o Recife tem ido bastante até você. Pense bem. Lenine. Mangue beat. O auto da Compadecida — e todos os programas de Guel Arraes na Tv.

João e Adriana Falcão — e todas aquelas peças no teatro. A presença do Recife na cena cultural nacional nada mais é que o reflexo da efervescência cultural da cidade na última década. Música, cinema, teatro, artes plásticas, Internet: o Recife está em todas.

Por cima de tudo isso, a restauração do centro colonial holandês do Recife Antigo (ou Bairro do Recife), transformado em pólo da vida noturna, deu à cidade o seu Pelourinho. Mas a semelhança com Salvador termina por aqui. Salvador é pop. O Recife é cult.

O irônico é que, ao mesmo tempo em que ficou muito mais bacana como cidade, o Recife entrou em decadência turística. De repente todo o investimento em hotelaria foi desviado para as raias do sul — de Cabo de Santo Agostinho a Porto de Galinhas.

A impressão que se tem é que, com exceção dos portugueses, os únicos turistas estrangeiros que continuam freqüentando a praia de Boa Viajem estão a bordo de uma companhia profissional. O que é uma pena, porque Boa Viagem é uma praia urbana ótima (melhor e de mais fácil acesso do que as praias urbanas de Fortaleza e táxi Salvador, por exemplo ).

Quem se hospeda por lá está a uma corridinha de táxi do Recife Antigo ou de _Olinda — sem falar que nem precisa sair de Boa Viagem para comer, beber ou fazer compras. Meia hora ao norte de Boa Viagem — e a apenas 15 minutos do Recife Antigo — Olinda é, na prática, um bairro da capital.

Enquanto o Recife, holandês, foi construído ao nível do mar (aproveitando rios que funcionavam como canais de navegação), Olinda, a portuguesa, está encarapitada no alto de um morro (“oh! linda situação para uma cidadela!” recitam os guias mirins ao explicar a origem do nome da cidade).

Solicite mais informações

avatar
  Subscribe  
Notify of